Uma bicicleta chamada Chicago

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Quando em Agosto de 2015 o contentor que trazia toda a nossa vida em caixas, chegou a Chicago, vindo do outro lado do Atlântico descobri que a a bicicleta que o João me ofereceu em 2002 se chamava…Chicago!

Sempre fui uma naba a andar de bicicleta, aliás, só aprendi com grande esforço a equilibrar-me em cima de uma perto dos 20, e tudo por causa de um passeio ao Gerês que ia fazer com amigos da faculdade. Anos mais tarde, o meu marido deve ter visto em mim uma potencial ciclista e ofereceu-me uma BTT para as nossas voltas de fins de semana, estava ele longe de imaginar que mais de uma década depois eu viria pedalar com ela precisamente para a cidade que estava escrita na “carroçaria”, se isto não é o destino, não sei o que é!

A minha Chicago, ja se fartou de rodar e não só nos meus pés! Para além dos passeios domingueiros na marginal de Cascais, fez uma vez Lisboa-Fátima com um amigo que a levou emprestada. Depois de as pequenas nascerem, puxava o atrelado com elas nos passeios pelo Parque das Nações, onde morávamos. Aqui em Chicago, para além dos passeios que fez comigo pelos burbs fartou-se de andar ja nos pés das mais novas, que no verão de 2020 a tinham como meio de transporte priveligiado, ja que ainda nao tinham carta de condução e o COVID nao deixava que se amontoassem em carros fechados. Dizem que foi o melhor Verão de sempre, pedalavam com os amigos para todo lado tal qual “Verão Azul”

Esta bicicleta já está connosco há mais de 20 anos e já esteve em dois continentes e claramente veio dizer-nos onde seria a nossa “second home” se isto não é o destino, não sei o que é, mas que não vai ser fácil desfazer-me dela!