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E a pedido de várias famílias (especialmente as que estão a planear uma viajem a terras do Sol Nascente) aqui vai mais um post sobre o Japão. Quando me perguntam: “O que é que eu não posso mesmo perder quando for a Tóquio?” fico sempre sem saber o que responder. Assim, preferi fazer uma lista de coisas que visitei pelas varias zonas da cidade e depois decidam se vale a pena incluir no vosso plano de viagem.

Roppongi é o bairro com muitos locais de entretenimento, com bares e clubs e o incontornável Mori Art Museum que tem sempre exposições incríveis, apesar de ter ido apenas ao Tokyo city view, o observatório 360 graus, do maior edifício de Tokyo, a vista é arrebatadora!

No Tokyo Node , localizado nas Toranomon Towers, podem assistir a eventos e performances imersivas e interactivas, todos os espectáculos devem ser fabulosos e diferentes, aquele que assisti foi fantástico! Vale a pena!

Se estiverem preparados para nightlife não podem deixar de ir ao Bauhaus um bar de musica ao vivo a funcionar desde 1981. Tem um ambiente fantástico e óptimos concertos rock! O Show the Halloween foi aterrador 🙂

Em Omotesando encontram as ruas com algumas das lojas mais chiques e cafés trendy da cidade. Desde a exuberante loja da Dior, passando por Salas de Chá completamente preparadas para a foto do Instagram e terminando com templos budistas com cemitérios mesmo ao virar da esquina, parece que entramos noutra dimensão!

Depois, muito pertinho a andar, temos o Meiji Jingu Shrine que fica num parque florestal enorme, que até nos esquecemos que estamos no meio da cidade, este shinto shrine é também um sitio muito popular para casamentos, por isso a possibilidade de esbarrarem com o tradicional casamento japonês é enorme!

Logo a seguir temos em Harajuku e Takeshita Street, a rua mais louca e ligada a pop culture teenager, desde a comida a fashion style e sem esquecer os cafés onde se pode conviver entre leitõezinhos, gatos, cães, lontras e todo e qualquer bicho que vos passe pela cabeça. A miudagem anda por lá vestida de banda desenhada e a tirar fotos a comer tostas de queijo em arco-íris, algodão doce em forma de sombrero, crepes e as maiores batatas fritas no espeto com toppings variados.

Noutra ponta da cidade fica Asakusa onde existe o maior templo budista de Tokyo. Ruas estreitas e cheias de comercio e turistas aos magotes, alguns alugam fatiotas tradicionais para posarem para fotografias a condizer com o cenário:

Depois temos Shibuya, Shibuya é quase a imagem de marca de Tóquio e sem dúvida a zona mais vibrante da cidade. A famosa Shibuya Crossing é a passadeira de peões mais movimentada do mundo, passam por ali diariamente 2.4 milhões de pessoas, atravessá-la é toda uma experiencia e observá-la é mesmo subirem ao primeiro andar do Starbucks e sentar ao balcão envidraçado e ver todo aquele frenesim de pessoas, ecrãs luminosos e em 3D que são uma autentica luxuria para os sentidos.

Visitar a estátua do Hachiko (o cão akita que esperou pelo dono a porta da estação, durante 10 anos após a sua morte) também é obrigatório, apesar das filas para tirar fotos com o cãozito eu tirei apenas a estatua enquanto dois turistas trocavam de pose :))

Ser atendido e entretido por um robô num restaurante também é uma experiencia divertida! Pepper Parlor tem uns amiguinhos que cantam, dançam e contam a sua vida para entreter os clientes. As refeições são entregues por outros robôs menos sofisticados e parecidos com o R2D2 mas não emitem qualquer tipo de som nem interagem.

Minato tem outras duas atrações imperdíveis:

Tokyo Tower Inspirada na Torre Eiffel foi construída em 1957 e é a segunda estrutura mais alta do Japão. A vista nocturna é deslumbrante!

O Templo Zojoji construido em 1393 é a única estrutura (templo) a sobreviver aos bombardeamentos da segunda guerra mundial. As pequenas estátuas em forma de criança são os guardiões do templo.

Outro dos locais onde passei mais tempo, foi nas imediações do Palácio Imperial, onde vive o Imperador e em que parte da area de jardins é de acesso livre para passear e fazer exercício. cheguei a correr à volta da muralha que são 5 Km, uma zona muito agradável e verdejante não fossem os mosquitos nos dias de muito calor.

Como a minha estadia foi prolongada, já tinha pensado em fazer alguns workshops e aprender mais sobre a cultura japonesa, assim inscrevi-me em ikebana (arte japonesa de arranjos florais) shödo (caligrafia) e outro sobre a arte japonesa de embrulhar presentes. Tudo é delicado e virado para a perfeição e foram horas bem passadas onde se conhecem pessoas interessantes e que sem dúvida enriqueceram a minha viagem.

Os workshops de caligrafia e embrulhos foram feitos no Ozu Washi que é a papelaria mais antiga da cidade, é escola e museu relacionada com a forma tradicional de fazer o papel washi!

Se quiserem dar uma vista de olhos nos videos e mais fotos desta viagem, dêem um salto ao instagram está tudo nos highlights 🙂

Claudia-san