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O Halloween já passou e posso dizer que o vivi em todo o seu esplendor, pela primeira vez, sem sentir a culpa de estar a celebrar de forma exagerada uma tradição que não era minha. Na realidade a forma como cada um a comemora não importa e o que eu gosto mesmo é de celebrações. E aqui as celebrações começam bem cedo com as decorações das casas, indoor e outdoor, luzes, bruxas a voar sobre as árvores, falsas lápides de cemitério nos relvados (ideia, que aliás copiei porque achei bastante discreta) aranhas gigantes e peludas a trepar pelos telhados e mais uma parafernália de acessórios que fazia lembrar o Castelo do Terror na Feira Popular, nos anos 80.

Posso dizer, que tentei ao máximo fazer uma decoração discreta, comparada com a de alguns vizinhos e tentando refrear os desejos de consumo das raparigas que ficavam em euforia com as coisas assustadoras que viam à venda. Ainda assim, entraram cá em casa um esqueleto que toca banjo, teias de aranha que brilham no escuro e umas falsas manchas de sangue, mas tudo com imensa classe 🙂

No departamento escolar, as miúdas tiveram a Halloween Parade, com professores e alunos a desfilar com as suas máscaras, seguida de uma festa no ginásio com comes e bebes, jogos e decoração assustadoramente funny, que ao que parece foi awesome!

Está tudo tão organizado por aqui, que cada neighborhood tem o seu horário para o Trick-or-Treat, o nosso era entre as 16h e as 20h, mas antes das 18h e 50 miúdos depois, já tinham sido despachados 3 kilos de candys que eu tinha providenciado, e porquê? porque eu, armada em Rainha Santa Isabel, distribuía do regaço mãos cheias de guloseimas quando o habitual sería dar uma, no máximo duas por criança. Enfim, descobri tarde demais mas tenho a sensação de que para o ano a miudagem está cá caída à espera que açambarcar a maior quantidade de doces, mas beware kids next time you will not eat me for silly 😉

As miúdas desenrascaram-se bem, vinham com os sacos cheios e não se atrapalharam nada em trocar as guloseimas preferidas por outras que receberam e despachá-las às últimas crianças que bateram à porta. O espírito português sempre a funcionar!

Para os adultos, apesar de este ano não ter por perto os meus habituais companheiros nestas comemorações hallowínicas, organizámos aqui em casa um jantarinho, para o qual me empenhei com muito afinco na decoração e no menu. Os nossos amigos europeus com quem celebrámos o halloween, foram bastante entusiastas nos elogios, ou então beberam bastante vinho  português!

E assim entrámos na comemoração num ambiente american way. Se houve exageros? I couldn’t care less I’m in US.

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