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Há dias, num fim-de-semana em New York, dei por mim a olhar para a cidade com outros olhos, olhos de uma residente nos Estados Unidos que já ousa fazer comparações entre cidades. NY continua a ser a cidade do imaginário dos filmes – há sempre qualquer coisa que aconteceu naquela esquina, à frente daquela montra, naquele hotel… Desta vez, a pedido das pequenas, que faziam anos, fomos conhecer o sitio onde a Jessie mora: palmilhámos o Upper West Side em busca de um prédio onde só conseguiram entrar por especial favor de um porteiro mal encarado, para ver o lobby que, afinal, não era nada igual ao da série!!!

Aquilo que senti desta vez, é que quando a magia dos filmes deixa de ser novidade, quando já se visitou o hotel onde o Home Alone estoirou o cartão de crédito do pai, se fez compras no Zabars onde o Tom Hanks se cruza com a Meg Ryan em You’ve Got Mail e alguns dos bares percorridos pelas quatro queridíssimas amigas de Sexo & City, aquilo que resta é uma cidade cheia de sacos de lixo e de pessoas que não parecem ser lá muito simpáticas! É verdade que toda a gente quer ir a NY, portanto não é preciso muito esforço para cativar turistas, que até no rabo do Charging Bull tiram fotos, mas os vayorkens podiam ser um pouco mais afáveis, caramba!

Ao regressar a Chicago, a limpeza das ruas salta-nos à vista, os edifícios lindíssimos e ruas que contam histórias do Al Capone e Marshall Field, para já não falar do sorriso das pessoas com quem nos cruzamos na rua! Chicago pode não ter uma Times Square mas tem um Millennium Park, com um feijão gigante onde milhares de pessoas querem tirar fotografia; tem uma Willis Tower e até uma Trump Tower; tem as melhores pipocas do mundo e muito blues, por isso, acho que tive mesmo sorte de ter vindo parar ao Illinois!

Já era tempo de a TAP criar uns voos diretos para Chicago, para ver se as pessoas conheciam as maravilhas do Midwest, até porque tenho a certeza que serão muito bem recebidos!

 

 

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